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11.9.09
Altar dos Anjos » Livia - Meu Sonho, Minha Vida
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1.7.09
Movimento #ForaSarney
Como disse o @Cardoso, se está no Wikipedia então é verdade!

ForaSarney

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

O movimento foi um sucesso.

Em praticamente todas as grandes cidades brasileiras multidões reunidas graças ao inestimável apoio de celebridades do mais alto nível clamaram pacificamente porém com convicção pela renúncia imediata de José Sarney, Presidente do Senado.

Sensibilizadas com a campanha diversas entidades de âmbito mundial manifestaram seu apoio. Júnior Lima irá receber um Grammy especial e a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood entregará a Bruno Gagliasso um Oscar honorário, além do Emmy que será entregue ao comunicador Marcos Mion.

O Senado Federal, pressionado, não só confirmou a cassação de José Sarney, como seu exílio na Ilha de Santa Helena, onde passará o resto de seus dias escrevendo suas memórias.

O movimento ForaSarney também obteve muito sucesso internacional e apoio de celebridades americanas que emprestaram seus helicópteros para que desconhecidos via-twitter pudessem tomar o controle da capital nacional, colocar o Sarney pra fora e instituir uma democracia de verdade.

Grandes revolucionários com cavalos brancos puro-sangue gritam perante o fogo da destruição Sarneyzística. Hinos com hashtags são entoados nas ruas por pessoas sofridas, deitadas em seus sofás.

Gritos de gerra parafraseando "This is Sparta" são como berros de liberdade.

A Academia Brasileira de Letras destituiu Sarney de sua cadeira e colocou em seu lugar Millôr Fernandes.

1. FicaSarney

Ah, obrigado @aplusk

Não gostou deste artigo? Reclame aqui: 55-21-7811-6011

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Fiz um print do artigo antes que apaguem...

posted by Barbara Tavora at 10:50 PM | Permalink | 2 comments
Seu telefone no Twitter
Essa eu não podia perder... digo, eu não podia perder a imagem. Do jeito que eu sou, logo logo iria esquecer o link do print com o telefone do Bruno Gagliasso (@bgagliasso) no Twitter. (print via @pedroemanuel)
Liguem para o rapaz: 21 7811-6011



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posted by Barbara Tavora at 3:01 PM | Permalink | 0 comments
4.4.09
Contribuição à Genealogia e História dos Távora no Brasil
Autor: Maria José Távora

Poucas famílias mostraram o vigor e o enraizamento profundo que têm os dois principais troncos Távora em nosso País. Aqui chegados, primeiro no início e novamente ao fim do século XVIII, os Távora espalham-se hoje por quase todos os Estados da Federação, com densidade maior no Ceará, no Amapá, e na região Sul.

De ânimo peregrino e lutador, não houve desde então movimento político de envergadura que não tivesse na primeira linha um Távora, nem recanto do País em que vivessem e não deixassem a marca de sua influência civilizadora, como na Amazônia, ou religiosa, por força de seus dignatários eclesiásticos, ou literária, pelos incontáveis jornais que fundaram pelo interior, culminando com seu representante maior nas letras, o escritor Franklin Távora

Diante de uma questão tão vasta quanto seria dar conta de todos esses feitos, de biografar todas essas figuras, e de mostrar na ordem genealógica toda a extensão de suas linhagens, este livro não pode ser visto senão como uma pequena contribuição, insuficiente como espelho de grandeza que fosse um justo memorial aos Távora brasileiros. A intenção da Autora não foi outra que a de conservar o registro de algumas conexões e fatos básicos que, fossem esquecidos, maior se tomaria a complexidade do problema histórico para os genealogistas e historiadores no futuro (Texto da 4ª capa).

Além da primeira parte dedicada à Genealogia, há outra com as biografias tanto dos principais vultos da família que se tornaram figuras públicas, como também as daqueles que, em quase total anonimato, dedicaram-se a obras de grande expressão social. Entre as primeiras estão as do General Juarez Távora, do escritor Franklin Távora, a de Dom Carloto e a de Dom José Vicente Távora, e de outros membros proeminentes da família. Entre as demais biografias, estão as de médicos, como a do Dr. José Geraldo Távora, e de religiosas abnegadas, como a da Irmã Argemira Távora, que contribuíram não menos para engrandecer a real nobreza da família.
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posted by Barbara Tavora at 8:34 AM | Permalink | 3 comments
Título Simbólico
Estando no Brasil para a XX Bienal do Livro, em São Paulo; José Norton teceu o seguinte comentário sobre o título de seu livro:

"Agora as pessoas vão perceber que o título "O Último Távora" é simbólico. Claro que ainda há Távoras, em Portugal, e agora ficamos a saber que também no Brasil.
Que bonito, a nossa História, como não podia deixar de ser, anda de braço dado."

Bem, eu como Tavora só posso concordar. :D
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posted by Barbara Tavora at 8:23 AM | Permalink | 0 comments
O Último Távora
Autor: José Norton
Editora Planeta

Quando os avós, os marqueses de Távora, subiram ao cadafalso de Belém, Pedro de Almeida Portugal era ainda um menino. Durante 18 longos anos ficou longe da família: o pai foi encarcerado no forte da Junqueira, a mãe e irmãs fechadas no lúgubre convento de Chelas. 
Na sombra, um homem poderoso velava pela educação daquele órfão do despotismo iluminado: Sebastião José de Carvalho e Melo, futuro Marquês de Pombal, o carrasco que perseguira a sua família... Foi sob o signo de todas estas contradições que começou a vida do futuro 3º Marquês de Alorna. Prisioneiro também ele do nome Távora e da sua condição aristocrática, protagonizou há dois séculos os episódios políticos mais marcantes do seu tempo, nomeadamente a fuga da corte para o Brasil e as Invasões Francesas. 
Um enredo de intrigas, maldições e invejas, durante muito tempo escondido no emaranhado da História e agora revelado, levaram o marquês de Alorna e muitos outros companheiros a juntar-se aos franceses, combatendo na Europa, participando na 3ª Invasão e partilhando o terrível destino do exército de Napoleão na campanha da Rússia.
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24.3.09
Literatura e Cinema
Por Barbara Tavora

Os séculos XX e XXI são os séculos da imagem. Este é um dado cultural irrefutável. O cinema, depois a televisão e o vídeo, e, agora a informática, dominam o imaginário coletivo. A palavra e a escrita passaram a inter-agir com outros discursos: som-palavra-imagem fundem-se em novas noções de texto que começa a emergir com uma mudança em termos de paradigma cultural. 
O cinema como máquina de "criação de imagens" coloca novos desafios à nossa relação com o mundo e com o real, já que cada imagem é única e fornece uma nova experiência de mundo visível. O cinema não fala das coisas como na literatura, mas as mostra. 
Os novos paradigmas contemporâneos lançam, então, o desafio de fundarmos um verdadeiro diálogo interdisciplinar e transdisciplinar, sem quaisquer visões redutoras nem preconceitos inibidores da criatividade artística ou científica. 
Se uma cultura de raíz logocêntrica ganhou foros de universidade após a invenção da imprensa, o final do século XX e início do XXI parecem ser cada vez mais caracterizados, nesta linha de sentido, por uma cultura pós-literária.
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23.3.09
Uma crítica sobre Literatura e Ensino - Roland Barthes
Por Barbara Tavora

De onde vem o gosto pela leitura? Haveria prazer no ato de ler? De qual prazer se fala, quando se fala no prazer da leitura? 
Ler é o ato que precisa de outro para reconhecer e legitimar sua inauguração. É por isso que, na escola, pede-se que se mostre o que se sabe. Na escola lê-se em voz alta, tanto para convencer de que se deve ler, quanto para ensinar o que se deve ler. Escolhendo o que deveria ser lido e como deveria ser lido, a escola pretende desenvolver o gosto pela leitura. 
A escola deve estabelecer como prioridade, que a leitura deve dar lugar ao trabalho, e ser ela mesma parte de um trabalho. 
Pode-se fazer de um trabalho um prazer? Sim, pode, depois de uma elaboração muito paciente. Tem que dar aos alunos a possibilidade de criar algo completo, que é impossível levando-se em consideração vários fatores. Criar implica um certo trabalho. Mas, em cima desses exercícios "incompletos", é possível sensibilizar os alunos para a produção e para a recepção dos efeitos. 
Considerando as práticas de leitura e produção (escrita), pode-se ensinar literatura? 
No amor pela procriação, pela criação, que o escritor escreve. É nesse amor dele que estamos imersos quando lemos, pois o que também procuramos é o belo, algo que seja capaz de de nos fazer conceber aquilo que estavámos prenhes há muito tempo e sobre o que nada sabíamos. Opera-se em nós uma criação do pensamento e das demais virtudes¹. Diferentes autores nos oferecem a chance única, irrepetível, de descobrir em nós mesmos, e de criar, diferentes maneiras de lidar com o texto. E retorna-se a pergunta: Pode-se ensinar literatura? 
Só é preciso ensinar isso, porque dela se aproximam todos os saberes. Um texto, uma leitura, me faz saber capaz de qualquer coisa. A literatura é a mediadora do saber. Dizem alguns, que basta saber ler. 
Uma prática de leitura, uma prática de criação de texto nos remete a literatura, pois é ela quem nos oferece essas oportunidades. Só é preciso ensinar literatura. 
Ler é uma palavra polissêmica e está presente em diversos campos do conhecimento e do fazer: na astronomia, no direito, na filosofia, na retórica... É o ato ou aquilo que atesta veracidade ou a autenticidade de alguma coisa; o processo pelo qual se verifica a exatidão de um cálculo. Ler nos ensina a pensar, pensar articuladamente, sempre acreditando que cada idéia faz parte de um texto em sua inteireza, mas também é um fragmento que pode permitir-me compor outros textos e com outros textos. 
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1 - BARTHES, R. "Vinte palavras-chave para Roland Barthes". in: O Grão da voz. Entrevistas. Porto: 1982.
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posted by Barbara Tavora at 10:35 AM | Permalink | 0 comments
Antropofagia na Literatura / Cultura Brasileira
Por Barbara Tavora

Oswald de Andrade, em 1924, lança o "Manifesto Antropófago". 
A antropofagia é uma espécie de canibalismo, mas entre os índios brasileiros, somente acontecia quando o inimigo se mostrava forte e digno, sendo uma forma de absorver o que o outro tinha de bom. 
A idéia era absorver o que a literatura estrangeira tinha de bom, deglutindo e devolvendo o resto. Absorvendo o que vinha de melhor, mas não reproduzindo, e sim fazendo uma leitura crítica (com certo humor), dessa forma mantendo um diálogo, uma paródia. 
Sendo o Brasil um país heterogêneo, como pensar em cultura num lugar assim? O Manifesto Antropófago seria uma proposta de vingança e demonstração de força contra o entrangeiro, onde a riqueza do Brasil está na multiplicidade de capacidade de almagamar novas idéias. 
Em "Macunaíma - O herói sem nenhum caráter", de Mário de Andrade, a idéia de antropofagia está presente como força; já o Tropicalismo devora todos os estilos musicais com algo primitivo (nosso). 
Toda vez que o brasileiro investe em algo estrangeiro com o primitivo como criação, pode-se acreditar que é antropófago.
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http://pt.shvoong.com/humanities/184480-antropofagia-na-literatura-cultura-brasileira/

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posted by Barbara Tavora at 10:26 AM | Permalink | 0 comments
22.3.09
Características da Cultura Brasileira através das músicas "Marginália II" e "Geléia Geral"
Por Barbara Tavora

Coitado de Oswald de Andrade; de que adiantou seu Manifesto Antropófago, se o que continuam cantando é o nacionalismo alienado que Gonçalves Dias tanto proclamou. 
Os jornais anunciam, sim, anunciam somente o que interessa ser mostrado. Para que informar, informar com precisão os fatos reais, não os fantasiosos? Pode-se banalizar, é muito melhor, talvez seja um teste de criatividade para quem as cria. Assiste-se à televisão, cada um em seu lugar, deglutindo tudo que se joga de lixo, sem reclamar, e a novidade rolando solta... e trabalha-se duro o ano inteiro, recebe-se mal, esperando e junatndo dinheiro, para quando chegar fevereiro cair no carnaval. 
A alegria toma conta do Sambódromo, com incentivo do poder, para que se matem de contentes enquanto se pratica o roubo e a pilantragem impunementes e dentro da Lei.
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http://pt.shvoong.com/humanities/184501-características-da-cultura-brasileira-através/

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posted by Barbara Tavora at 9:04 AM | Permalink | 0 comments
A Terceira Margem do Rio - Análise sob a luz da psicanálise
Por Barbara Tavora

A história é centrada em três personagens: o pai, o filho e a mãe. 
No início o autor descreve a personalidade do pai, que podemos identificar como Significante, possuidor de características que vão se definir com as funções acumuladas da figura do pai simbólico. O pai era "homem cumpridor, ordeiro e positivo". 
Em seguida ele fala sobre a mãe e pode-se notar que ela detém uma das funções do pai, era ela quem impunha a ordem e a disciplina aos filhos, nas coisas de casa e na vida cotidiana. 
Um dia o pai resolveu mandar construir para si uma canoa, com características de um objeto duradouro, dando a impressão de que ele iria usar durante muito tempo. 
A idéia da construção da canoa ameaça no pensamento da mãe as funções do pai de família e com as coisas da casa, enveredando pelo caminho da falta de cuidado com essas coisas através da pescaria e ou da caçada. Mais adiante, ao contrário do que ela poderia imaginar, o pai está cumprindo sua função, está assumindo a sua posição de pai símbolo, de forma extremamente exagerada, afastando-se de tudo que não pertence ao símbolo. 
Quando a canoa ficou pronta, o pai despediu-se, não fez recomendações nem mala, dando a impressão de que iria para longe. A mãe não impediu, nem reclamou, ao contrário, foi condescendente. Ela não estava pronta, preparada para se por em conflito, ela sacrifica sua própria opinião para não ter que se expor, como o próprio texto diz: "nossa mãe muito não se demonstrava..." 
O pai chama o filho, que mesmo com medo da mãe, obedientemente o segue. A figura do pai é muito forte, o filho admirava suas atitudes mesmo sem compreender, e até deseja ir com ele. 
O pai não voltou nem foi para longe, tinha ido embora, mas permanecia ali perto. Começando a mostrar gradativamente que está em seu estado de suspensão entre o consciente e incosciente. Discurso do analista. A atitude absurda do pai começa a surtir efeito nas pessoas ao redor, os parentes que nunca haviam se reunido antes, se reuniram para discutir a respeito da lacuna deixada por aquele homem. 
Diante da prudência e da sensatez que a mãe apresentava, a família e os vizinhos não encontrando motivo que justificasse a atitude do pai, só conseguiram imaginar que estivesse louco. Outros tentaram encontrar uma possibilidade que tivesse ligada a uma doença ou algum pagamento de promessa. 
O pai que se aproxima do mito ou que está começando a se tornar uma figura mítica, nele a psicanálise reconhece que obedece a uma exigência interna relativa a realidade psiquê do desejo. 
O filho passa a alimentar o pai acabando com a possibilidade de desistência por falta de comida. A mãe sabia e consentia, até ajudava, mas não se expondo. A mãe só agia por meios "laterais", chamando o tio, o professor para as crianças, o padre... pessoas que podiam compensar a ausência do pai. Se percebe a alienação da mãe porquanto vive em função da família. 
Quando o pai se afasta, o único a expressar a dor e a ausência dele é o filho quando diz que só se entendia com o pai, enquanto os outros procuravam não pensar nisso, aceitando a falta do pai como uma coisa dolorosa, mas que cabia na vida do dia-a-dia. 
O pai, que possui o discurso do analista, na sua "loucura", causa histeria em toda a família. O silêncio, de um lado, corresponde ao silêncio da família. 
Mais tarde, quando a irmã se casa, a mãe não faz festa. Se ela bloqueia a sua falta de um lado, também não quer chamar atenção para ela, já que bloqueou o desejo e sufocou o impulso de ir buscar o marido.
O filho expressa o modelo que o pai era para ele: "Foi pai que um dia me ensinou assim...". Discurso do universitário. 
A família vai embora, cada um seguindo o seu caminho, mas o filho fica, persistindo em sua busca, sem mesmo saber ao certo o que buscar. Quando quis ir atrás da verdade, sem esperar pelo pai, e teve a idéia de fazer assim, descobriu que o homem que havia construido a canoa estava morto, ficando a última possibilidade de saber, sem ter que entrar em contato com o pai, fora de alcance. 
Os questinamentos internos do filho ficam cada vez mais fortes. Questionando a imaginação das pessoas ao redor, que imaginaram que o pai fosse o avisado tal qual Noé e que a canoa fosse o equivalente a arca. Assim temendo o fim-do-mundo e o pai se equiparando ao mito enquanto se misturava ao próprio rio. Constante em sua presença, constante em sua ausência. 
O filho sentia culpa e pena, tornara-se obesessivo, esperava que a descoberta da verdade substituisse a sua falta, mas não via a si mesmo. Enquanto torturado pelo sentimento de culpa, questionava sua própria loucura, mas como ele disse, a palavra louco em sua casa não se usava. Todos eram loucos ou ninguém era, aparecendo assim a idéia, em que se baseiam os padrões da psicanálise, de que o indivíduo que possuiu a patologia, acaba por fazer os outros perceberem os elementos anormais que existem em todas as pessoas, quebrando o conceito de anormalidade dessas pessoas, mas num grau menor que no indivíduo que possui a patologia. 
O filho acaba por descartar a possibilidade de sua própria loucura e vai ao encontro do pai e propõem que troquem de lugar. Sente que agiu de forma correta e que seu coração se confortava com essa atitude. 
Porém o filho, que sentia culpa e medo, não estava pronto para aquele encontro, achando que tinha a obrigação de salvar o pai, mas não teve coragem ao ver diante de si aquilo que por tanto tempo havia esperado, sem ao certo saber porque apavorou-se, voltou atrás, e fugiu, deixando para trás a possibilidade de compreensão. Acaba por se frustar e por fim recorre ao símbolo como esperança de libertação, que seja no tempo de sua morte, dizendo que quando morresse, seu corpo fosse depositado numa canoa, no meio do rio. Talvez para ter o mesmo destino do pai, para se juntar a ele ou como forma de auto-punição. 
O filho que esperava que a descoberta da verdade que aparece com seu saber, que é o Significado, pudesse substituir a sua falta. 
Pai e filho são imagem invertida no espelho, discursos opostos, o pai a ponto de trocar de lugar com o filho, mas o filho não estando pronto para isso. 
Viagem que vai do mínimo ao máximo, na aventura em busca do infinito e, ao mesmo tempo, na viagem da circularidade temporal em que a obra se desenvolve, na união possível desses extremos que se tocam-se simboliza o infinito. 
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- BAGGIO, Angela M Brasil. Psicologia do Desenvolvimento. Petrópolis: Vozes, 1983. 
- FREUD, Sigmund. Freud. Documentos, 1969. 
- MAGNO, Machado Dias. Rosa Rosae. 
- ROSA, João Guimarães. Primeiras Estórias. Rio de Janeiro: José Olympio, 1972. 
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http://pt.shvoong.com/books/185626-terceira-margem-rio-análise-sob/
http://pt.shvoong.com/books/185737-terceira-margem-rio-análise-sob/

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posted by Barbara Tavora at 8:27 AM | Permalink | 0 comments
17.3.09
Lúpicos - Projeto de Lei 467/2003
Projeto de Lei que prevê a inclusão do lupus como doença passivel de ocosionar a invalidez.
Por favor assinem e divulguem o abaixo assinado para levar ao senado pleiteando a entrada do mesmo em pauta.

http://www.petitiononline.com/acser1/petition.html

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